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<title>kvowster Digital </title>
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<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 21:01:09 +0300</pubDate>
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<title>kvowster Digital </title>
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	<title>Presidente da AMD aposta em chip Barcelona para reverter prejuízos</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/presidente-da-amd-aposta-em-chip-barcelona-para-reverter-prejuizos</link>
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		<description><![CDATA[<p>São Francisco - Hector Ruiz classifica balanços de últimos dois trimestres como "inaceitáveis" e crê em incômodo da Intel com plataforma Barcelona.</p>
<p>A AMD pode ter sido ultrapassada pela rival Intel na eficiência de produção, mas inovações em produtos ajudarão a fabricante de chips a se recuperar, afirmou Hector Ruiz, CEO e presidente do conselho da AMD, durante o encontro anual de acionistas nesta quinta-feira (03/05).</p>
<p>Ruiz assumiu que a companhia está de dois a três trimestres atrasada em relação à rival Intel em melhorias na capacidade de fabricação. </p>
<p>A Intel, por exemplo, já está fabricando chips de 45 nanômetros, enquanto a AMD apenas recentemente aplicou o processo de 65 nanômetros e não chegará aos 45 nanômetros até a metade de 2008.</p>
<p>A AMD está trabalhando para se aproximar da Intel no quesito, afirmou, mas o que pode faltar de eficiência a empresa compensa na inovação de produtos. </p>
<p>O novo chip de quatro núcleos Barcelona deverá chegar ao mercado na segunda metade deste ano e novos processadores móveis estão em desenvolvimento em decorrência da aquisição da companhia de processamento gráfico ATI, no ano passado.</p>
<p>"Não queremos gastar uma quantia enorme de energia se focando apenas na fabricação quando sabemos que a inovação que trazemos ao mercado compensa qualquer número de trimestres de desvantagem que tenhamos em produção", analisa um confiante Ruiz, em resposta às questões dos acionistas.</p>
<p>A AMD ameaçou seriamente a dominação da Intel quando introduziu o processador de núcleo duplo Opteron em 2003 e ganhou participação e novos contratos entre fabricantes de PCs. Mas a Intel respondeu com seus chips de núcleo duplo e com o corte de preços de seus produtos para forçar a AMD a baixar os seus.</p>
<p>A competição de preços está entre os fatores que levou à AMD ao prejuízo de 547 milhões de dólares no quarto trimestre de 2006, seguido por outro de 611 milhões de dólares no período seguinte. </p>
<p>O preço das ações da AMD caiu dois terços nos últimos 12 meses para 13,66 dólares por papel, a partir de 35 dólares.</p>
<p>"Não há como tentar maquiar nosso desempenho: foi um desastre inaceitável".</p>
<p>Ruiz destacou iniciativas voltadas ao retorno da AMD aos lucros: um aumento na ênfase em processadores gráficos explorando as necessidades do sistema Windows Vista, mais foco na eficiência de energia, como chips de quatro núcleos que oferecem melhor desempenho de watt por hora que modelos com um ou dois núcleos; e aproveitar melhor e criar oportunidades em nações em desenvolvimento.</p>
<p>Neste último, Ruiz voltou a atentar para a iniciativa 50-15 que ajuda a oferecer computadores e acesso à internet para 50% da população mundial até 2015. </p>
<p>O governo de Uganda, notou, revisou suas leis para permitir que a AMD fizesse propostas por contratos federais de TI.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/presidente-da-amd-aposta-em-chip-barcelona-para-reverter-prejuizos#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:33:48 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Confira 15 dicas para deixar o Windows XP mais rápido</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/confira-15-dicas-para-deixar-o-windows-xp-mais-rapido</link>
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		<description><![CDATA[<p>Quanto mais se usa o computador, mais lento parece que ele fica. Às vezes isso pode ser verdade. Compilamos uma série de 15 dicas que devem deixar o seu computador pelo menos um pouco mais rápido. </p>
<p>1) Memória RAM = velocidade<br />
O equipamento mais importante na hora de se ganhar velocidade é a memória. Quanto mais RAM, mais rápida será a máquina. Grande parte das dicas para deixar o PC mais veloz, giram em torno de como melhor utilizar a memória. </p>
<p>2) Não deixe abertos aplicativos que não usa<br />
Vá em executar e digite "msconfig" e clique em OK. Vá na aba inicializar e desmarque os itens de inicialização que você não utiliza. Estes são os programas que o Windows executa ao inicializar o computador. Clique em OK e reinicialize a máquina. Muito cuidado para não desmarcar itens importantes: se não souber o que é, melhor deixar assim. </p>
<p>3) Desabilite opções de visualização<br />
Abra o Painel de Controle e clique em Sistema. Abra a aba Avançado e dentro de Desempenho, clique no botão configurações. Na aba efeitos visuais, selecione a opção "Ajustar para obter um melhor desempenho". </p>
<p>4) Arquivo de paginação<br />
Quem tem bastante RAM (pelo menos 1 GB) pode desabilitar o arquivo de paginação que o Windows XP utiliza. Este arquivo é um auxiliar da memória, mas no HD. Como a RAM é muito mais rápida que o HD, a velocidade aumenta. Entretanto, se você tem o costume de abrir muitos programas ao mesmo tempo esta opção não é recomendada, já que em seguida a RAM lota. </p>
<p>5) RAM sem dll<br />
Algumas vezes o Windows preserva arquivos de biblioteca (.dll) na memória até mesmo depois que o aplicativo foi encerrado. Isto é feito para que, caso o programa seja reaberto, não seja necessário recarregar a dll. </p>
<p>Para mudar isso, vá em executar e digite "regedit" e clique em OK. Encontre a pasta HKEY_LOCAL_MACHINESOFTWAREMicrosoftWindowsCurrentVersion Explorer. Crie dentro dela uma nova chave chamada AlwaysUnloadDLL com valor 1. Feche o programa e reinicie a máquina. </p>
<p>6) Indexação automática<br />
O Windows XP faz uma indexação de todos os arquivos do HD para facilitar na hora de fazer uma busca. Este processo pode deixar o computador mais lento e ocupa memória. Para desativar este serviço, vá no Painel de Controle e abra "Adicionar e Remover Programas". Vá em "Adicionar/Remover Componentes de Windows" e desmarque o item "Serviço de Indexação", depois clique em Avançar. Tenha em mente que o computador vai ficar mais rápido, mas as buscas, mais lentas. </p>
<p>7) BootVis<br />
A Microsoft desenvolveu uma ferramenta que faz uma análise dos itens na incialização e os ordena de forma a funcionar de forma mais rápida. O programa, chamado de BootVis, não é mais distribuído pela empresa no site, mas pode ser facilmente encontrado em sites de download pela web. A velocidade de boot melhora consideravelmente com o uso do aplicativo. </p>
<p>8) Atualizar drivers<br />
Mantenha os drivers de vídeo e da placa-mãe em dia. Muitas vezes os drivers contêm atualizações que fazem uma grande diferença. </p>
<p>9) Limpeza de disco<br />
Faça pelo menos uma vez por mês uma limpeza de disco. Clique em Meu Computador, na área de trabalho. Clique com o botão direito sobre o ícone do seu HD principal e vá em "Propriedades". Ao lado do gráfico de capacidade, há um botão chamado "Limpeza de disco". Clique. </p>
<p>10) Atualize o Windows<br />
Visite com freqüência o site de atualização do Windows. Baixe sempre todos as atualizações chamadas "críticas". </p>
<p>11) Não particione o HD<br />
O Windows funciona mais devagar com HDs com partições. Dados não estão mais protegidos em partições diferentes e para reinstalar um sistema não é obrigatória uma formatação. </p>
<p>12) Limpe o computador<br />
Pelo menos uma vez por ano, abra o o computador e com um ventilador expire pó e sujeira, além de conferir se os ventiladores estão funcionando de forma correta. </p>
<p>13) Antivirus<br />
Antivirus é um tipo de programa que deixa o computador mais lento. Todas as informações que a máquina processa ou passam pela rede ele inspeciona, tornando tudo mais devagar. Ainda assim, o programa é necessário para a proteção da máquina. A solução é escolher um que utilize pouca RAM. O AVG é um antivirus bom que não consome memória demais, quase metade da utilizada pelo Norton. </p>
<p>14) Número de fontes<br />
PCs com mais de 500 fontes instaladas ficam bastante lerdos. Tente manter menos fontes carregadas. </p>
<p>15) Desabilite a restauração do sistema<br />
A restauração do sistema pode ser muito útil na hora de problemas, mas guardar todos esses dados consome literalmente diversos Giga. Para desabilitar a função de restauração, abra o Painel de Controle, clique em Sistema e abra a aba "Restauração do sistema". Desmarque a opção "Desativar restauração do sistema" e clique em OK.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/confira-15-dicas-para-deixar-o-windows-xp-mais-rapido#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:31:12 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Intel apresenta processador com 80 núcleos</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/intel-apresenta-processador-com-80-nucleos</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image59272" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/0776730000.jpg" alt="Chip consome pouca energia" align="left" /></p>
<p>Chip realiza um trilhão de cálculos por segundo, ou um teraflop.<br />
Empresa vai divulgar detalhes sobre o protótipo em evento realizado nos EUA.<br />
A fabricante de processadores Intel desenvolveu o protótipo de um chip que realiza um trilhão de cálculos por segundo, o equivalente a um teraflop. Apesar da performance, o processador tem consumo de energia equivalente ao de uma lâmpada -- 62 watts quando a freqüência é de 3,16 gigahertz. Mais detalhes sobre a novidade, anunciada pela primeira vez no ano passado, devem ser divulgados ainda nesta semana, durante a Conferência Anual de Circuitos Integrados em Estado Sólido, evento realizado nesta semana em São Francisco (EUA). </p>
<p>A companhia juntou 80 núcleos de processadores em um único pedaço de silício para desenvolver o protótipo -- atualmente, os computadores domésticos mais avançados utilizam dois núcleos, conhecidos como dual core. O processador para desktops, notebooks e servidores é "pouco maior que uma unha", segundo a Intel, que afirma não ter planos para lançar esse chip específico. </p>
<p>“No entanto, a pesquisa de escala tera da companhia é fundamental para investigar possíveis inovações em processadores individuais ou especializados, ou funções de núcleoe (...). Esse protótipo de chip teraflops deu idéias específicas sobre novas metodologias para o design do silício, interconectores com alta largura de banda e estratégias para o gerenciamento de energia”, explicou a empresa em comunicado. </p>
<p>Para se ter uma idéia do que representa um trilhão de cálculos por segundo, um supercomputador com essa mesma capacidade instalado no Sandia National Laboratories (laboratório ligado ao Departamento de Energia Nuclear dos EUA) em 1996 ocupava o equivalente a 600 metros quadrados e usava cerca de dez mil processadores Pentium Pro, além de consumir 500 kilowatts de energia. </p>
<p>A novidade criada pela Intel ainda está em fase de pesquisa, mas, segundo a agência de notícias Associated Press, representa um marco para a indústria obcecada com a obtenção de maior desempenho e menor consumo de energia. “Estamos tentando levar a performance dos microprocessadores para o próximo nível; isso é o que nos motiva”, afirmou Justin Rattner, diretor de tecnologia da Intel. </p>
<p>Quando chegarem ao mercado, os processadores de 80 núcleos devem ser adotados inicialmente em datar centers, infra-estrutura de comunicação, além de áreas que envolvem cálculos pesados relacionados a finanças, entre outras áreas.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/intel-apresenta-processador-com-80-nucleos#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:20:03 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Japoneses criam tecnologia que aprimora computador quântico</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/japoneses-criam-tecnologia-que-aprimora-computador-quantico</link>
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		<description><![CDATA[<p>Sidney - Cientistas criam tecnologia de circuitos que deve ser vital para os próximos passos na construção do computador quântico.</p>
<p>Pesquisadores no Japão desenvolveram uma nova tecnologia de circuitos que deve ser vital para os próximos passos na construção do computador quântico.</p>
<p>Resultado de um esforço de colaboração entre a Agência de Tecnologia e Ciência do Japão, o Instituto de Pesquisa em Física e Química e a fornecedora de eletrônicos NEC, a tecnologia permitiu a criação do primeiro circuito de bit quântico (qubit) que consegue controlar a força de interação entre os qubits, segundo os pesquisadores.</p>
<p>Leia também:<br />
> Entenda a computação quântica<br />
> Fotos: veja 1º computador quântico</p>
<p>Os atuais eletrônicos utilizam bits binários, cujos estados variam entre um e zero, para armazenar informações. Já na computação quântica a informação é guardada nos qubits que, graças às suas propriedades quânticas, podem assumir diversos estados.</p>
<p>Embora avanços tenham sido feitos na criação de qubits e de portas lógicas quânticas, a interação entre os qubits tem sido difícil de controlar.</p>
<p>A nova tecnologia facilita o pareamento de qubits por meio do uso de um qubit adicional entre o par. Ele age como um transformador não linear que liga e desliga o pareamento magnético do par de qubits.</p>
<p>Com o esquema, os cientistas foram capazes de fazer um experimento multiquântico por meio de um sistema de pares de qubits sendo ligados e desligados.</p>
<p>Os computadores quânticos devem trazer avanços significativos em relação aos supercomputadores atuais graças ao potencial de realizar operações com velocidades exponencialmente maiores que as do computador clássico.</p>
<p>A NEC pesquisa a computação quântica há mais de 10 anos, mas o pesquisador Jaw-Shen Tsai, da companhia, acredita que serão necessários mais dez anos para que os computadores quânticos de fato cheguem ao dia-a-dia das empresas.<img id="image59266" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/01.jpg" alt="01.jpg" align="left" />
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/japoneses-criam-tecnologia-que-aprimora-computador-quantico#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:06:33 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>TV de plasma deixa consumidores frustrados</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/tv-de-plasma-deixa-consumidores-frustrados</link>
	<guid>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/tv-de-plasma-deixa-consumidores-frustrados</guid>
		<description><![CDATA[<p>TV de plasma deixa consumidores frustrados</p>
<p>TV de plasma: aparelhos são vendidos de forma incorreta ao consumidor, que não sabe o que é burn-in e pode ficar decepcionado ao chegar em casa e perceber que a qualidade da imagem depende do sinal que recebe.</p>
<p>Por Paulo Rebêlo (reportagem)</p>
<p>Agora que a poeira da Copa finalmente baixou, muita gente que comprou TV de plasma embalada pelo ufanismo tupiniquim deve começar a ficar atenta às recentes decisões judiciais contra as fabricantes dessas TVs. O ruim é que, nem sempre, essas decisões chegam ao conhecimento do público, nem mesmo à imprensa. E em tantas outras vezes, o consumidor aceita os acordos propostos nas audiências pelas fabricantes e o assunto cai no esquecimento.</p>
<p>A propaganda enganosa veiculada em todo o Brasil sobre a TV de plasma tirou bastante gente do sério. Foi uma das reportagens que mais rendeu e-mails e telefonemas de leitores, enfurecidos com fabricantes, lojas e vendedores, após um investimento de 6 mil reais em diante. Ao chegar em casa e ligar a TV, o primeiro sentimento da maioria dos compradores é de frustração: a qualidade da imagem é ruim e distorcida.</p>
<p>Conforme vimos nas reportagens publicadas aqui (originalmente na Folha de Pernambuco, veja links ao lado, na coluna da direita), a baixa qualidade da imagem nos canais abertos é apenas uma das preocupações que o usuário deve ter, mas nenhuma delas é informada durante as vendas. As fabricantes, por sua vez, informam apenas parcialmente sobre as fragilidades do produto e, quando muito, no manual de instrução… que o brasileiro médio reconhecidamente não lê.</p>
<p>Em outros casos, há fabricantes que simplesmente não informam, nem no manual, sobre o defeito de burn-in, quando a tela pode ficar marcada por imagens estáticas. Certos representantes das empresas são mais objetivos e honestos, avisam que os modelos de hoje trazem novas tecnologias que ajudam a amenizar o problema, mas que mesmo assim o usuário precisa ter bastante cautela. Entretanto, a maioria das fabricantes e lojas dizem que “não existe mais esse problema nos nossos modelos”. Quando, na verdade, as fragilidades do plasma não condizem a modelo X ou Y, mas são inerentes à tecnologia em si.<br />
Trocas e devoluções</p>
<p>Em seis anos de Webinsider, nunca uma reportagem rendeu tantos e-mails com pedidos de mais informações e, principalmente, relatos de frustrações. Tanta audiência é resultado, aparentemente, do fator situacional: a proximidade da Copa do Mundo e o excesso das propagandas falando sobre as maravilhas da TV de plasma. Até os principais jornais brasileiros entraram na onda, com notas visivelmente plantadas em colunas ou matérias sobre a corrida dos consumidores às lojas por causa do plasma.</p>
<p>Um dos casos mais notórios foi o de Adolpho Tuchman, que acaba de ganhar uma ação indenizatória contra a LG e a Ponto Frio. O caso é público e quem quiser conferir pode ir ao site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e consultar o processo 2006.800.078373-3. Tuchman manteve contato conosco durante todo o processo e não foi o único. O que mais lamenta é que, mesmo em audiência judicial, quem representa as fabricantes mantém o discurso nada esclarecedor sobre o produto. A decisão da juíza Lúcia Glioche, do 1º Juizado Especial Civil do Rio, também foi registrada pelos jornais Extra (sexta) e O Globo (domingo).</p>
<p>Em outra vertente, o professor Paulo Roberto Elias conseguiu uma solução mais pacífica e ele mesmo nos relata: “a Philips enviou duas propostas distintas, a primeira das quais, acredite se quiser, com uma oferta da troca do meu aparelho, pelo modelo 50PF9630/78, que custa cerca de 20 mil reais. Eu não entendi nada! A segunda proposta, que eu resolvi aceitar, oferecia o ressarcimento da compra, em depósito bancário. Agora, resta retirar o aparelho e esperar o depósito deles. Para mim, plasma nunca mais.”</p>
<p>No total, foram cerca de 70 a 80 e-mails (e alguns telefonemas) de leitores sobre o tema, dos quais metade davam conta que o comprador voltaria na loja para trocar o produto ou receber o dinheiro de volta, amigavelmente e, em último caso, acionar a Justiça, fora um grande número de e-mails e fóruns técnicos da web.<br />
Entre o céu e o inferno</p>
<p>TV de plasma é de todo ruim? Certamente que não. É um produto que pode ser maravilhoso, desde que o uso seja adequado às limitações da tecnologia, conforme pode ser visto com detalhe nas reportagens originais (Compra de um monitor LCD exige cuidado redobrado, Vai comprar TV de plasma? Cuidado com o burn-in. e LCD ou plasma, o que é melhor para a sua próxima TV?).</p>
<p>O problema é que, se não é o inferno, a TV de plasma está muito longe de ser o paraíso que as propagandas dizem. Com as novas tecnologias adotadas nos aparelhos mais recentes vendidos nas poucas lojas que não querem desovar o estoque de modelos antigos, há realmente um avanço. Inúmeros compradores possuem uma TV de plasma e nunca tiveram problema, estão bem felizes, inclusive.</p>
<p>A questão mais crucial de toda a celeuma é uma só: por que precisamos ter inúmeros cuidados e restrições com um produto que custa, no mínimo, 5 mil reais? Os modelos novos e bons de 42’’ estão na faixa de 7 mil reais, porém, mesmo assim, é preciso tratá-los como um filho prematuro para não danificar ou manchar a tela com as tarjas pretas. Além do mais, tem o consumo de energia, que é altíssimo (quando comparado a outras TVs) e a resolução que é baixa, quando comparada ao LCD ou a próprio monitor CRT de computador.</p>
<p>Um olho não-treinado, principalmente nas bancadas das lojas, vai achar que a resolução das telas de plasma é ótima. Um “truque” visual gerado pela alta taxa de brilho, cores e contraste. Na vida real, a resolução da maioria dessas TVs é baixa (bem menos de 1024×768 pixels) e quase nenhuma delas é preparada para receber, de forma nativa, o sinal de TV Digital que – um dia – será implantado no Brasil.<br />
Entenda um pouco mais</p>
<p>As fabricantes juram de pés juntos que os modelos delas não vão dar defeito. Na prática, é uma loteria. Quando são pressionadas pelo consumidor – judicialmente ou não – elas abrem o jogo e rapidamente propõem um acordo ou trocam o aparelho. Essa foi a situação relatada por 80% dos e-mails que recebemos. Para quem está feliz com o plasma e só usa para videogames e DVDs no formato widescreen, nossas sinceras congratulações.</p>
<p>Conversando com representantes das fabricantes ou vendedores, há diálogos engraçados. Por exemplo, uma determinada empresa fala sobre a implantação dos chamados “wobblers”, que são deslocadores de pixels acesos por um tempo determinado (imagens estáticas) que evitam o efeito de burn-in, ou seja, as manchas na tela. No entanto, a mesma fabricante informa na primeira página do manual do usuário que não se pode usar por muito tempo a televisão no formato 4:3, justamente o padrão da TV aberta e da maioria dos DVDs nacionais. Ou seja, deu na mesma e você vai precisar continuar tratando sua TV como um bebê prematuro. Mesmo nos DVDs, a situação é relativa. A maioria dos discos nas locadoras brasileiras são no formato 4:3, já que poucas pessoas possuem televisão ou monitor widescreen.</p>
<p>Nos Estados Unidos, houve casos de usuários processando não apenas as fabricantes mas, também, canais de TVs. Por exemplo, imagine um canal de notícias que mantém a logomarca estática no canto da tela durante toda a programação. Depois de horas, essa logomarca irá, impreterivelmente, manchar sua tela com uma facilidade incrível. Quem tem TV por assinatura pode conferir: canais como CNN, Fox, entre outros, mudaram a logomarca a incluíram movimentos esporádicos. Eventualmente, também informam no letreiro horizontal (aquele que fica se movimentando) sobre os cuidados para quem tem TV de plasma.</p>
<p>O cenário é tão complicado, uma loteria tão grande sobre quem sai frustrado e quem fica satisfeito com a TV de plasma depois de alguns meses, que algumas empresas estão repensando estratégias. A começar pela gigante Sony, que deve abandonar (em 2007) a fabricação de TV de plasma no mundo todo e passará a investir mais em LCDs.</p>
<p>Parte dos analistas do mercado japonês (sede da Sony) apostam que o plasma tem um curto período de vida mercadológica pela frente. Parte dos analistas americanos aposta que a tecnologia entrará em um limbo e, para provar, falam da superioridade dos atuais modelos de LCD frente aos de plasma. O problema, como sempre, é que os LCDs vendidos lá fora ainda vão demorar um bom bocado para chegar aqui no Brasil. E quando chegarem, é a mesma história de sempre: preço nas alturas por um bom tempo. Enquanto isso, vale a pena pesquisar na internet em lojas americanas. [Webinsider]
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/tv-de-plasma-deixa-consumidores-frustrados#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 20:02:41 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Tudo sobre a Memória Flash</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/tudo-sobre-a-memoria-flash</link>
	<guid>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/tudo-sobre-a-memoria-flash</guid>
		<description><![CDATA[<p>Diferentemente da memória RAM e também das SRAM, a memória Flash permite armazenar dados por longos períodos, sem precisar de alimentação elétrica. Graças a isso, a memória Flash se tornou rapidamente a tecnologia dominante em cartões de memória, pendrives, HDs de estado sólido (SSDs), memória de armazenamento em câmeras, celulares e palmtops e assim por diante. Conheça em detalhes seu funcionamento e os formatos usados.</p>
<p>Diferentemente da memória RAM e também das SRAM, a memória Flash permite armazenar dados por longos períodos, sem precisar de alimentação elétrica. Graças a isso, a memória Flash se tornou rapidamente a tecnologia dominante em cartões de memória, pendrives, HDs de estado sólido (SSDs), memória de armazenamento em câmeras, celulares e palmtops e assim por diante.</p>
<p>Se a memória Flash não existisse, todas estas áreas estariam muito atrasadas em relação ao que temos hoje. Os celulares e palmtops provavelmente ainda utilizariam memória SRAM para armazenar os dados e seriam por isso mais caros e perderiam os dados quando a bateria fosse removida. Os pendrives simplesmente não existiriam e os cartões de memória estariam estagnados nos cartões compact-flash, utilizando microdrives ou pequenas quantidades de memória SRAM alimentada por uma pequena bateria. Formatos mais compactos, como os cartões SD e mini SD simplesmente não existiriam.</p>
<p>Existem dois tipos de memória Flash. A primeira tecnologia de memória Flash a se popularizar foi o tipo NOR, que chegou ao mercado em 1988. Os chips de memória Flash NOR possuem uma interface de endereços similar à da memória RAM.</p>
<p>Graças a isso, eles rapidamente passaram a ser usados para armazenar o BIOS da placa mãe e firmwares em dispositivos diversos, que antes eram armazenados em chips de memória ROM ou EEPROM. Nos primeiros PCs, por exemplo, o BIOS da placa mãe era gravado em um chip de memória ROM e por isso não era atualizável, a menos que o chip fosse fisicamente substituído.</p>
<p>O problema com as memórias NOR é que elas são muito caras e, embora as leituras sejam rápidas, o tempo de gravação das células é muito alto. Num chip de memória NOR típico, as operações de gravação demoram cerca de 750 ns, ou seja, teríamos pouco mais de 1000 operações de gravação por segundo!</p>
<p>No caso do BIOS da placa mãe, isso não é um grande problema, pois você só precisa atualizá-lo esporadicamente. Mas, imagine um palmtop que tentasse utilizar apenas memória NOR com memória de trabalho... O sistema rodaria tão lentamente que a idéia acabaria sendo abandonada mais cedo ou mais tarde. :)</p>
<p>Apesar disso, a memória Flash do tipo NOR é bastante usada até hoje em palmtops, celulares e diversos tipos de dispositivos, para armazenar o sistema operacional (neste caso chamado de firmware), que é carregado durante o boot, sem ser alterado. A vantagem neste caso é o XiP (execute in place), onde o sistema pode rodar diretamente a partir do chip de memória, sem precisar ser primeiro copiado para a memória RAM.</p>
<p>O chip de memória NOR é complementado por uma pequena quantidade de memória SRAM ou DRAM, que é usada como memória de trabalho. Em muitos casos, a memória é usada também para armazenar dados e configurações que, justamente por isso, podem ser perdidos quando a carga da bateria se esgota completamente.</p>
<p>As memórias Flash NOR chegaram a ser utilizadas nos primeiros cartões de memória PCMCIA e Compact Flash, mas elas desapareceram deste ramo quando foram introduzidas as memórias NAND, que são de longe o tipo mais usado atualmente.</p>
<p>Nelas, cada célula é composta por dois transístores, com uma fina camada de óxido de silício precisamente posicionada entre os dois, que armazena cargas negativas. Isto cria uma espécie de armadilha de elétrons, que permite manter os dados por longos períodos de tempo, sem que seja necessário manter a alimentação elétrica (como nas memórias SRAM), ou muito menos fazer um refresh periódico (como na memória DRAM). Isto simplifica muito o design dos cartões, pendrives e outros dispositivos, pois eles precisam incluir apenas os chips de memória Flash NAND, um chip controlador e as trilhas necessárias. Nada de baterias, circuitos de refresh ou qualquer coisa do gênero.</p>
<p>Aqui temos um diagrama da Intel que mostra uma célula de memória Flash NAND:<img id="image59118" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-01.gif"<br />
alt="30-04-07-01.gif" align="middle" class="imgcentro" /><br />
Pelo diagrama você pode notar que embora mais complexa que uma célula de memória RAM (onde temos apenas um transístor e um capacitor), a célula de memória flash ocupa pouco espaço, pois o segundo transístor é posicionado sobre o primeiro. Graças ao tamanho reduzido das células, cada chip de memória Flash NAND armazena uma quantidade muito maior de dados, o que faz com que o preço por megabyte seja muito mais baixo.</p>
<p>Além de mais baratas que as NOR, as memórias NAND também são muito mais rápidas na hora de gravar dados. A principal limitação é que elas são endereçadas usando páginas de 2 KB e acessadas através de um barramento serial. Ou seja, do ponto de vista do sistema, um cartão de memória flash NAND está mais para um HD do que para uma unidade de memória. Você pode usá-lo para guardar dados, mas na hora que o sistema precisa rodar um programa, precisa primeiro copiá-lo para a memória RAM, da mesma forma que faria ao usar um HD.</p>
<p>De alguns anos para cá, os palmtops e smartphones passaram a cada vez mais utilizar memória Flash NAND como área de armazenamento de dados e programas, substituindo a memória SRAM. Isso se tornou possível graças a um conjunto de truques feitos via software, onde o sistema utiliza uma quantidade menor de memória SRAM como área de trabalho e vai lendo e os arquivos na memória Flash conforme eles são necessários. Esse esquema é muito similar ao que temos num PC, onde os arquivos são salvos no HD, porém processados usando a memória RAM.</p>
<p>Um dos primeiros aparelhos a aderir a este sistema foi o Treo 650, lançado em 2004. Atualmente ele é utilizado na grande maioria dos modelos, pois, além de cortar custos, melhora a confiabilidade do aparelho, já que os dados não são mais perdidos ao remover a bateria.<br />
O grande boom da memória Flash aconteceu entre 2004 e 2005, quando uma combinação de dois fatores fez com que os preços por MB caíssem rapidamente:<br />
<img id="image59119" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-02.jpg" alt="30-04-07-02.jpg" align="left" /><br />
O primeiro foi o brutal aumento na produção e a concorrência entre os fabricantes, que empurraram os preços para baixo. Além de gigantes como a Samsung e a Toshiba, até mesmo a Intel e AMD investiram pesadamente na fabricação de memória Flash.</p>
<p>O segundo foi a introdução da tecnologia MLC (mult-level cell), onde cada célula passa a armazenar dois ou mais bits ao invés de apenas um. Isso é possível graças ao uso de tensões intermediárias. Com 4 tensões diferentes, a célula pode armazenar 2 bits, com 8 pode armazenar 3 bits e assim por diante. O MLC foi implantado de forma mais ou menos simultânea pelos diversos fabricantes e permitiu reduzir drasticamente o custo por megabyte, quase que de uma hora para a outra. Outra tecnologia similar é o MBC (Multi-Bit Cell), desenvolvido pela Infineon.</p>
<p>Os chips "tradicionais", que armazenam um único bit por célula passaram a ser chamados de "SLC" (single-bit cell) e ainda são produzidos com o objetivo de atender o mercado de cartões de alto desempenho (sobretudo os cartões CF destinados ao mercado profissional). Embora muito mais caros, eles oferecem um melhor desempenho e são mais duráveis.</p>
<p>Outra tecnologia usada pelos fabricantes para cortar custos e ao mesmo tempo permitir a criação de chips de maior densidade, é o "Die-Stacking", onde dois ou mais chips são "empilhados", conectados entre sí e selados dentro de um único encapsulamento, que possui o mesmo formato e contatos que um chip tradicional. Como uma boa parte do custo de um chip de memória flash corresponde justamente ao processo de encapsulamento, o uso do Die-Stacking permite mais uma redução substancial do custo.</p>
<p>Como de praxe, a popularização das memórias Flash deu início a uma guerra entre diversos formatos de cartões, alguns abertos e outros proprietários.</p>
<p>Compact Flash: Excluindo os jurássicos cartões de memória PCMCIA, o primeiro formato de cartão foi o Compact Flash (CF), onde é utilizada uma interface muito similar à interface IDE usada pelos HDs, com nada menos que 50 pinos. Aqui temos um cartão CF aberto:<br />
<img id="image59120" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-03.jpg" alt="30-04-07-03.jpg" align="left" /></p>
<p>De um dos lados temos o chip controlador e um dos chips de memória e no outro temos espaço para mais dois chips, totalizando até 3 chips de alta capacidade. Graças a este design, os cartões CF oferecem boas taxas de transferência, mas em compensação são caros e volumosos, o que explica a decadência do formato.</p>
<p>Os cartões Compact Flash ainda são produzidos e sobrevivem em alguns nichos. Eles são usados por algumas câmeras da Canon, voltadas para o segmento profissional (onde a boa taxa de transferência dos cartões CF presta bons serviços) e em diversos tipos de sistemas embarcados. Devido à similaridade entre os dois barramentos, existem adaptadores que permitem instalar cartões CF numa porta IDE, substituindo o HD.</p>
<p>Smart Media: Em 1995 a Toshiba lançou o formato Smart Media (SM), um formato muito mais simples, onde o chip de memória é acessado diretamente, sem o uso de um chip controlador. O chip de memória é encapsulado dentro de um cartucho plástico, com apenas 0.76 mm de espessura e os contatos externos são ligados diretamente a ele. Nesta foto você pode ver um cartão Smart Media em comparação com um cartão MMC e um Memory Stick:<br />
<img id="image59121" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-04.jpg" alt="30-04-07-04.jpg" align="left" /></p>
<p>Apesar de finos, os cartões SM eram relativamente grandes, o que levou os fabricantes a abandonarem o formato. Surgiram então os formatos xD, MMC, SD e Memory Stick. Surpreendentemente, os leitores de cartões USB passaram oferecer suporte para todos os formatos simultaneamente. Isto foi possível graças ao desenvolvimento de chips controladores "tudo em um", capazes de converter cada um dos protocolos nos comandos suportados pelo padrão USB. Existem também os leitores incluídos nos notebooks, que lêem cartões SD e Memory Stick. Do ponto de vista do sistema operacional, eles são diferentes dos leitores USB, pois são ligados ao barramento PCI (ou PCI Express) ao invés de usarem o barramento USB e a maioria das funções são executadas via software (como num softmodem), graças ao driver instalado.</p>
<p>Cartões xD: O próximo da lista é o xD, um formato proprietário, usado em câmeras da Olympus e da Fujifilm. Eles são relativamente rápidos se comparados com os Smart Media e com os cartões MMC, mas são bem mais lentos que os cartões SD usados atualmente. Existiram duas atualizações para o formato: o "xD M" (que permitiu o desenvolvimento de cartões com mais de 512 MB) e o "xD H" (que melhorou a velocidade de transferência). Apesar disso, ambos acabaram sendo pouco usados, devido à concorrência dos cartões SD.</p>
<p>Assim como nos cartões SM, os contatos são ligados diretamente no chip de memória, sem o uso de um chip controlador. Isso em teoria baratearia os cartões, mas devido à pequena demanda (e consequentemente aos baixos volume de produção), os cartões xD são atualmente bem mais caros. Isso acaba prejudicando a competitividade das câmeras dos dois fabricantes, que perdem mercado por insistirem no padrão.<img id="image59122" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-05.jpg" alt="30-04-07-05.jpg" align="right" /><br />
Cartões MMC: O MMC é um padrão "quase aberto", onde é necessário pagar uma taxa inicial para obter as especificações e mais um valor anual á MMC Association, além de seguir um conjunto de restrições. Os cartões MMC possuem exatamente as mesmas dimensões dos cartões SD atuais e são compatíveis com a maior parte das câmeras e outros dispositivos, além de utilizarem o mesmo encaixe que eles nos adaptadores. As únicas diferenças visíveis é que os cartões MMC são um pouco mais finos (1.4 mm, contra 2.1 mm dos SD) e possuem apenas 7 pinos, enquanto os SD possuem dois pinos extras, totalizando 9.</p>
<p>O maior problema é que os cartões MMC são lentos, pois utilizam um antiquado barramento serial para a transferência de dados, que transfere um bit por vez a uma freqüência máxima de 20 MHz. Em teoria, os cartões MMC poderiam transferir a até 2.5 MB/s, mas a maioria dos cartões ficam muito longe desta marca. Os cartões mais antigos utilizam um modo de transferência ainda mais lento, limitado a 400 KB/s.</p>
<p>Como não existe praticamente nenhuma diferença de custo entre produzir um cartão MMC ou SD, os fabricantes migraram rapidamente para o padrão mais rápido, fazendo com que o MMC entrasse em desuso. Mais recentemente foram lançados os padrões RS-MMC, MMC Plus e SecureMMC, versões atualizadas do padrão MMC, que visam reconquistar seu lugar no mercado.</p>
<p>Chegamos então aos dois padrões que sobreviveram à guerra: o SD, que é o padrão "parcialmente aberto", apoiado pela grande maioria dos fabricantes e o Memory Stick, o padrão proprietário da Sony.</p>
<p>Memory Stick: Embora tenha conseguido atingir uma sobrevida surpreendente, o Memory Stick ficou restrito aos produtos da Sony e por isso seu futuro é incerto. Além do padrão original, existem também os formatos Memory Stick Duo, Pro, Pro Duo, Micro e Pro-HG.</p>
<p>Tanto o padrão original, quanto o Memory Stick Duo estão limitados a 128 MB, por isso ficaram rapidamente obsoletos e são usados apenas por dispositivos antigos, fabricados até o início de 2003. O principal diferença entre os dois formatos é o tamanho reduzido dos cartões Memory Stick Duo, que são um pouco menores que os cartões SD.</p>
<p>Em seguida temos os cartões Memory Stick Pro e Memory Stick Pro Duo (ambos lançados em 2003), que substituem diretamente os dois padrões anteriores. Além do melhor desempenho, eles trouxeram um padrão atualizado de endereçamento, que permite o desenvolvimento de cartões de até 32 GB. Aqui temos uma foto mostrando os 4 formatos:<br />
<img id="image59123" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-06.gif" alt="30-04-07-06.gif" align="left" /><br />
O Memory Stick Micro (ou M2) é um formato miniaturizado, desenvolvido para uso em celulares (mais especificamente nos Sony Ericsson), que mede apenas 1.5 x 1.2 cm. Os cartões normalmente são vendidos em conjunto com um adaptador, que permite usá-los em qualquer dispositivo ou leitor que use cartões Memory Stick Pro.<br />
<img id="image59124" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-07.jpg" alt="30-04-07-07.jpg" align="left" /><br />
Concluindo, temos o Memory Stick Pro-HG, que utiliza um novo barramento de dados, que transmite 8 bits por ciclos a uma freqüência de 60 MHz, o que permite uma taxa de transferência de até 60 MB/s (contra 20 MB/s dos padrões anteriores). Embora na prática a taxa de transferência dependa mais dos chips de memória Flash usados, o barramento mais rápido coloca os cartões Pro_HG em vantagem em relação aos cartões SD, já que eles estão limitados a um máximo de 20 MB/s pelo barramento usado.</p>
<p>Cartões SD: Finalmente, temos os cartões SD (Secure Digital), que acabaram se tornando o formato dominante. Como o nome sugere, os cartões SD oferecem um sistema de proteção de conteúdo (o CPRM), que é implementado diretamente no chip controlador. Ele se destina a atender o lobby das gravadoras, oferecendo uma forma de "proteger" arquivos de áudio e outros tipos de conteúdo contra cópias não autorizadas. Os cartões Memory Stick implementam um sistema similar (o Magic Gate), mas felizmente ambos são pouco usados.</p>
<p>Existem três formatos de cartões SD. Além do formato padrão, temos os cartões miniSD e microSD, versões miniaturizadas, que são eletricamente compatíveis com o padrão original e podem ser encaixados num slot para cartões SD regulares usando um adaptador simples.</p>
<p>Os cartões SD suportam 3 modos de transferência. O 4 bits mode é o modo "padrão", onde o cartão transfere 4 bits por ciclo, a uma freqüência de até 50 MHz, resultando em taxas de transferência de até 25 MB/s (desde que os chips de memória usados acompanhem, naturalmente). O segundo é o 1 bit mode, onde é transferido um único bit por ciclo, a uma freqüência de no máximo 20 MHz. Este modo é usando para manter compatibilidade com os cartões MMC. É graças a ele que você pode usar cartões MMC em câmeras e leitores para cartões SD e vice-versa. Finalmente, existe o modo SPI (ainda mais lento), que é utilizado por algumas câmeras antigas e também em diversos tipos de dispositivos embarcados.</p>
<p>É por causa dos três modos de operação que um mesmo cartão SD pode ser acessado a velocidades bem diferentes de acordo com o dispositivo onde ele é usado. Muitas câmeras antigas que permitem acessar o conteúdo do cartão quando ligadas a uma porta USB transferem a velocidades muito baixas, muitas vezes inferiores a 300 KB/s. O driver "sdhci" (no Linux), que dá suporte aos leitores de cartões incluídos em notebooks, por exemplo, é (pelo menos até o Kernel 2.6.21) limitado ao modo SPI, por isso é bastante lento em relação ao driver Windows, que é capaz de utilizar o modo 4 bits. Ou seja, o leitor do seu notebook funciona, mas a uma velocidade muito baixa e com uma grande utilização do processador.<br />
O modo SPI é o preferido pelos desenvolvedores de sistemas embarcados e drivers open-source, pois ele é muito simples e por isso pode ser emulado via software, sem a necessidade de usar um controlador adicional. No modo SPI 4 são usados 4 pinos do cartão: um para enviar o sinal de clock, outro para enviar comandos, o terceiro para selecionar qual chip dentro do cartão será acessado e o último para transferir dados, um bit de cada vez. Desde que você possa controlar o uso dos 4 pinos, é fácil escrever uma função ou driver para acessar o cartão.<br />
<img id="image59126" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-08.jpg" alt="30-04-07-08.jpg" align="left" /></p>
<p>O modo SPI é o mais lento lento, mas é suficiente para muitas aplicações. Imagine o caso de um sensor de temperatura que usa o cartão apenas para armazenar um log das variações, gravando alguns poucos bits por vez, por exemplo. :)</p>
<p>Controladores: Com exceção dos antigos cartões Smart Media e xD, que vimos a pouco, todos os cartões de memória Flash incluem um chip controlador, que é encarregado do gerenciamento dos endereços e todas as operações de leitura e gravação, além de executarem funções de manutenção diversas.</p>
<p>Os cartões atuais utilizam o sistema wear levelling para ampliar a vida útil das células. As células de memória Flash NAND suportam de 100.000 a 1.000.000 de operações de leitura ou gravação, de acordo com a qualidade dos chips. Pode parecer bastante a princípio, mas a maioria dos sistemas de arquivos (especialmente FAT e EXT) realizam atualizações freqüentes na tabela de endereçamento da partição. Se nada fosse feito a respeito, as gravações sucessivas iriam rapidamente inutilizar as células responsáveis pelo armazenamento da tabela, inutilizando o cartão. Graças ao wear levelling é feito uma espécie de "rodízio" dos endereços mais acessados entre as células do cartão, evitando a fadiga de alguns endereços isolados.</p>
<p>Outra função é remapear os endereços defeituosos, onde um setor de uma área reservada passa a ser usado em seu lugar. Isto é muito similar ao sistema utilizado nos HDs modernos, onde a controladora também é capaz de remapear os badblocks automaticamente.</p>
<p>Você pode então se perguntar como o controlador faz para descobrir os endereços defeituosos. A resposta é que, além dos dados e dos setores da área reservada, a memória armazena também alguns bytes adicionais (tipicamente 64 bytes adicionais para cada bloco de 2048 bytes), usados para guardar códigos ECC. Estes código permitem não apenas identificar, mas também corrigir erros simples nos dados gravados. Como o controlador não tem como descobrir exatamente em qual célula ocorreu o erro, normalmente todo o bloco de 2048 bytes é remapeado.</p>
<p>Grande parte dos cartões de memória Flash já saem de fábrica com alguns setores defeituosos remapeados (assim como os HDs). Isso permite que os fabricantes aproveitem módulos que de outra forma precisariam ser descartados, reduzindo o custo de forma considerável.</p>
<p>Até certo ponto, o controlador também é responsável pelas taxas de transferência suportadas pelo cartão, já que é ele quem determina os modos de acesso e freqüência de clock suportadas. Mesmo que os chips de memória sejam suficientemente rápidos, a taxa de transferência máxima pode ser limitada pelo controlador. Por exemplo, muitos cartões microSD utilizam controladores limitados a 20 MHz, que são capazes de transferir a no máximo 10 MB/s, enquanto muitos dos novos já utilizam controladores capazes de operar a 50 MHz, como nos cartões SD regulares.</p>
<p>A velocidade dos cartões é comparada pelos fabricantes à velocidade dos drives de CD-ROM. Um cartão "133x" é um cartão que usa um controlador capaz de transferir a 20 MB/s, um "155x" é um capaz de transferir a 25 MB/s e assim por diante. As taxas reais são normalmente mais baixas (sobretudo nas operações de gravação), pois ficam limitadas também à velocidade dos chips, por isso não leve o índice muito a sério, ele é apenas uma ferramenta de marketing. De qualquer forma, é conveniente evitar cartões que não fazem menção à velocidade de transferência, pois eles normalmente são limitados a 33x ou menos. Note que os cartões SDHC adotam um índice diferente, como veremos a seguir.</p>
<p>miniSD e microSD: Embora pequenos em relação aos cartões Compact Flash e Smart Media, os cartões SD ainda são grandes demais para algumas aplicações, sobretudo uso nos celulares e câmeras mais compactas. Para solucionar o problema foram criados dois formatos miniaturizados, o miniSD e o microSD, que são menores e mais finos.</p>
<p>O miniSD mede 2.15 x 2.0 cm, com apenas 1.4 mm de espessura. Embora os cartões ainda sejam um pouco mais caros que os SD padrão, o formato está ganhando popularidade rapidamente, usado no Nokia N800 e no E62, por exemplo. De uma forma geral, todos os aparelhos onde o cartão é instalado internamente (embaixo da bateria, por exemplo), estão passando a utilizá-lo.</p>
<p>O microSD é um formato ainda menor, concorrente do M2, destinado a celulares, MP3 players e outros dispositivos onde as dimensões reduzidas e o baixo consumo são importantes. Ele mede apenas 1.5 x 1.1 cm, com apenas 1 mm de espessura. Na maioria dos casos, o cartão acompanha um adaptador SD. Como os dois padrões são compatíveis eletricamente, o adaptador é apenas um dispositivo passivo, muito barato de se produzir:<br />
<img id="image59128" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-09.jpg" alt="30-04-07-09.jpg" align="left" /><br />
Você pode se perguntar como é possível que os cartões microSD sejam tão compactos, já que qualquer cartão SD precisa de pelo menos dois chips (o chip de memória e o controlador) e num cartão microSD mal temos espaço para um. A resposta está no die-stacking, tecnologia que comentei a pouco. Num cartão microSD temos um ou mais chips de memória e o próprio controlador "empilhados", formando um único encapsulamento. Ela é instalado pelo fabricante numa placa de circuito que contém os contatos externos e em seguida selado dentro da cobertura externa. O mesmo se aplica aos cartões Memory Stick Micro, que possuem dimensões similares.</p>
<p>Não existe como desmontar um microSD e, mesmo que você quebre um no meio, não vai conseguir diferenciar os chips, pois eles são produzidos usar wafers muito finos (até 0.025 mm de espessura nos mais recentes) e juntados de forma muito precisa. Os primeiros microSDs de 4 GB foram produzidos usando nada menos do que 8 chips de 512 MB empilhados. É provável que no futuro seja possível utilizar um número ainda maior.</p>
<p>SDHC: Inicialmente, o padrão de cartões SD previa o desenvolvimento de cartões de até 2 GB, formatados por padrão em FAT16. Você pode reformatar o cartão em outros sistemas de arquivos, mas neste caso a maior parte das câmeras e outros dispositivos deixam de conseguir acessá-lo, embora você ainda consiga acessar o cartão normalmente se conectá-lo a um PC usando um adaptador USB.</p>
<p>Quando o limite de 2 GB foi atingido, os fabricantes passaram a criar extensões para permitir a criação de cartões de 4 GB, usando hacks para modificar o sistema de endereçamento e passando a usar FAT32 (ao invés de FAT16) na formatação. Estes cartões de 4 GB "não padronizados" são compatíveis com a maioria dos dispositivos antigos, mas você pode enfrentar problemas diversos de compatibilidade, já que eles não seguem o padrão.</p>
<p>Para colocar ordem na casa, foi criado o padrão SDHC (Secure Digital High Capacity), onde a tabela de endereçamento foi expandida e passou a ser oficialmente usado o sistema de arquivos FAT32. Todos os cartões que seguem o novo padrão carregam o logotipo "SDHC" (que permite diferenciá-los dos cartões de 4 GB "não oficiais") e trazem um número de classe, que indica a taxa de transferência mínima em operações de escrita. Os cartões "Class 2" gravam a 2 MB/s, os "Class 4" a 4 MB/s, os "Class 6" a 6 MB/s e assim por diante. O mesmo se aplica também aos cartões miniSD e microSD.</p>
<p>Note que a numeração não diz nada sobre a velocidade de leitura, mas ela tende a ser proporcionalmente maior. Veja um exemplo de cartão com o logotipo:<br />
<img id="image59129" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/30-04-07-10q.jpg" alt="30-04-07-10q.jpg" align="middle" class="imgcentro" /><br />
Carlos E. Morimoto é editor do site Guia do Hardware.<br />
Seu trabalho inclui os livros Linux: Entendendo o Sistema, Linux: Ferramentas Técnicas e Redes e Servidores Linux, além do Kurumin, uma distribuição Linux genuinamente nacional destinada a iniciantes.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/tudo-sobre-a-memoria-flash#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 16:45:49 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Italianos criam barebone no estilo Lego</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/italianos-criam-barebone-no-estilo-lego</link>
	<guid>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/italianos-criam-barebone-no-estilo-lego</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image59116" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/1171654063091_581.jpg" alt="FleX 4.2: visual de DVD player ou de cubo" align="left" /></p>
<p>Infelizmente, os barebones, aqueles micrinhos compactos que têm o nome oficial de SFF (Small Form Factor), nunca chegaram a emplacar de fato no Brasil. Mas, lá fora, não param de surgir modelos surpreendentes, como o FLeX 4.2, da empresa italiana P.Guerra.</p>
<p>O FLeX 4.2 é um barebone para ficar na sala, ao lado da TV e do home theater. Ele funciona como um Media Center PC, reforçado pela presença de amplificador de áudio independente. O diferencial está no design revolucionário, que permite ao dono escolher se quer dar ao aparelho um formato semelhante ao de um DVD player ou o de um cubo. </p>
<p>O corpo do FLeX 4.2 é formado por duas partes articuladas. Em uma delas fica a CPU, que pode ser configurada ao gosto do cliente e incluir até um processador Dual Core de 2,3 GHz, 2 GB de memória, HD SATA II de 750 GB, gravador de DVD, sintonizador de TV digital e Wi-Fi. </p>
<p>Na outra parte, um amplificador da famosa grife de áudio high-end Bang & Olufsen. Com o FLeX 4.2 devidamente conectado a um conjunto de caixas de som ou ao home theater, ele permite que o usuário ligue um iPod ao amplificador para ouvir as músicas do player com um sonzão de responsa.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/italianos-criam-barebone-no-estilo-lego#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 16:27:49 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Linguagem Ruby on Rails ganha adeptos entre os desenvolvedores da Web 2.0</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/linguagem-ruby-on-rails-ganha-adeptos-entre-os-desenvolvedores-da-web-20</link>
	<guid>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/linguagem-ruby-on-rails-ganha-adeptos-entre-os-desenvolvedores-da-web-20</guid>
		<description><![CDATA[<p><img id="image59111" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/rails-pic-732912.jpg" alt="rails-pic-732912.jpg" align="left" /><br />
<img id="image59112" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/8e4aa356dccf6c4c4dc4dfa528bef87f.jpg" alt="8e4aa356dccf6c4c4dc4dfa528bef87f.jpg" align="left" /><br />
<img id="image59114" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/img_2850sized.jpg" alt="img_2850sized.jpg" align="right" /><br />
Framework desenvolvido a partir de linguagem Ruby começa a se popularizar entre webmasters pela simplificação radical.<br />
O desenvolvimento de serviços online começou com o cansativo HTML e seguiu para a mais sofisticada XML, que já separava conteúdo de formatação e abriu caminho para o AJAX, alçado à popularidade pelas exigências de interação do movimento Web 2.0.</p>
<p>No futuro, por que então, ao invés de confiar no talento de programação do desenvolvedor, confiar ao aplicativo muitos dos processos repetitivos enfrentados num projeto de framework?</p>
<p>Com nome de canção de rock, o Ruby on Rails (conhecido também como RoR) aparece cada vez mais como uma linguagem popular entre webmasters pela alta produtividade derivada na simplicidade do desenvolvimento.</p>
<p>Lançado em 2004 pelo programador dinamarquês David Hansson, o framework foi codificado pela linguagem Ruby como uma maneira de simplificar o trabalho de desenvolvedores online, que perdiam muito tempo em processos repetitivos.</p>
<p>A preocupação do Ruby on Rails em trazer processos mais simples para o desenvolvimento online se reflete em dois motes que o projeto carrega.</p>
<p>O primeiro que o usuário “não se repita” (do inglês, ‘Don´t Repeat Yourself’), em que partes do código não precisam ser duplicadas para atender a partes semelhantes do projeto; e o “Convenção sobre configuração” (do inglês, ‘Convention over configuration’), que prega a padronização de processos orquestrados pelo Ruby on Rails.</p>
<p>Em frameworks rivais, como o .Net, da Microsoft, ou o Java, da Sun, é responsabilidade do usuário definir, entre os diversos caminhos disponíveis, quais serão usados para o desenvolvimento de todas as funções<br />
Parte do aumento de produtividade possível pelo Ruby on Rails vem da padronização de muitas destas escolhas – é o framework que define uma linha padrão que o usuário seguirá até o final do projeto.</p>
<p>Mas esta “inteligência artificial” não limita o trabalho? Não, afirma Ronaldo Ferraz, sócio da consultoria BitBucket, afinal o próprio usuário pode escolher se vai tomar o caminho indicado pelo framework ou não.</p>
<p>“Na programação, temos a teoria do ‘80/20’, em que 80% do trabalho é o mesmo tipo de programação”, afirma Ferraz. “O Ruby on the Rails pega este 80% e deixa tudo pronto para o usuário. Esta é a aplicação prática do ‘Convenção sobre configuração’”.</p>
<p>Tanta automatização torna o Ruby on Rails mais fácil de se programar? Fácil não é exatamente o adjetivo mais correto – afinal, mesmo formatada para ser mais simples, o Ruby on Rails ainda exige códigos.</p>
<p>Mas também é verdade que o framework torna o desenvolvimento de serviços online mais próximos de profissionais nem tão especializados.</p>
<p>Se a Web 2.0 trouxe ao usuário leigo ferramentas que permitiam a criação de blogs, álbuns de fotos e podcast, por que não os desenvolvedores poderiam ser também beneficiados?</p>
<p>“Como a Web 2.0 mostrou que existia algo além da velha internet, o Ruby on Rails permite uma programação mais dinâmica e ágil”, compara Ferraz.</p>
<p>Ironicamente, o Ruby on Rails conta também com uma biblioteca que permite a criação de serviços baseados em AJAX, linguagem característica de serviços que encampem o movimento online,</p>
<p>“Ambos usam a mesma metodologia. Ruby on Rails e AJAX se complementam”, afirma.</p>
<p>Além de AJAX, o Ruby on Rails oferece um “framework inteligente” preparado para situações, a ponto dos módulos de programação extra precisem apenas ser acoplados ao código.</p>
<p>Esta é a principal vantagem alegada por Manoel Lemos para o uso da linguagem na construção da ferramenta brasileira de buscas de blogs BlogBlogs.</p>
<p>“É muito rápida a maneira como o framework é montado para fazer uma aplicação web. Administração dos arquivos, ligação com o banco de dados, está tudo pronto na hora do projeto", afirma Lemos.</p>
<p>Acostumado em desenvolver projetos com a linguagem Java, Lemos afirma que se sentiu atraído pelas convenções propostas pelo Ruby on Rails, "menos enrolado do que configurar um monte de coisas como o Java".</p>
<p>A ligação direta que o Ruby on Rails tem com banco de dados, aliás, é outra das vantagens apontadas pelos desenvolvedores.</p>
<p>Além do suporte, o Ruby on Rails goza de interação suficiente com bancos de dados, como MySQL, Sybase e Oracle, para conferir automaticamente ao framework mudanças realizadas entre as informações.</p>
<p>A produtividade derivada da automatização de processos coloca o Ruby on Rail em franca vantagem cronológica em comparação a outras linguagens, como o PHP, por exemplo.</p>
<p>Lemos surpreende ao afirmar que a estrutura do BlogBlogs, com a integração da indexação de links, textos e blogs, levou apenas quatro dias, do contato com a língua ao primeiro esboço funcional.</p>
<p>"Sempre quem tem convenção, há restrição. O Ruby on Rails não é exceção. Mas não achei nada que prejudicasse", afirma ele. "O ganho de tempo que tive valeu demais as restrições encontradas. Hoje, não penso em fazer outros serviços online que não sejam em Ruby".</p>
<p>Já Ferraz cita o exemplo de dois portais que foram elaborados quase que simultaneamente. Enquanto uma empresa privada exigiu que o site fosse feito em PHP, um órgão governamental de Minas Gerais concordou com o Ruby on Rails.</p>
<p>“Sob estas condições, levamos quatro meses para finalizar o projeto em PHP, enquanto o serviço governamental nos ocupou por pouco mais de um mês”.</p>
<p>Por mais que esclareça que ambos os projetos apresentassem um nível similar de estrutura de conteúdo, Ferraz revela que, em determinados serviços online, o tempo gasto chega a ser até dez vezes menor.</p>
<p>A economia de tempo viabilizada pela simplificação radical da programação colocaria o Ruby on Rail como um framework de enorme potencial financeiro para desenvolvedores, não fosse sua ainda baixa popularidade no mercado corporativo.</p>
<p>“Atualmente, qualquer empresa, ao elaborar um site, já pensa em fazer em .Net e Java, graças ao suporte das gigantes por trás (Microsoft e Sun, respectivamente)”, define Ferraz.</p>
<p>Lemos também segue a mesma linha de pensamento. "Não vejo (o RoR) como um perigo ao Java ou ao .Net. O mercado tem espaço para todos, basta que o Ruby foque no seu nicho", diz ele, remetendo a serviço que apelem para a Web 2.0.</p>
<p>A baixa popularidade faz parte da aceitação de qualquer nova linguagem no mercado corporativo - o AJAX é um ótimo exemplo.</p>
<p>Mesmo que tenha sido criada no começo de 2005, ela vem deixando de lado a imagem de linguagem com potencial para se transformar em serviços de grandes empresas nos últimos meses.</p>
<p>Com menos de três anos de vida, o Ruby on Rails já tem espaço entre entusiastas, desenvolvedores e empresas menores. Neste ritmo, não precisará de muito tempo até que as grandes corporações, que já aceitam projetos internos, como intranets, com o framework, elaborem maneiras de entrar nos trilhos.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/linguagem-ruby-on-rails-ganha-adeptos-entre-os-desenvolvedores-da-web-20#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 16:17:51 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Com Tantas Mudanças e Roubos o Negócio é Celular Baratinho</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/com-tantas-mudancas-e-roubos-o-negocio-e-celular-baratinho</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image59104" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/1171048416483_58.jpg" alt="Motofone: celular estiloso por apenas 84 reais" align="right" /><br />
Quando o assunto é celular ultrafino, é natural pensar em aparelhos sofisticados e com preços nas alturas. Pelo menos até você conhecer o Motofone F3, o telefone fininho da Motorola que custa só 84 reais.</p>
<p>Com apenas 0,9 centímetro de espessura, o Motofone foi apresentado no meio do ano passado como um celular desenvolvido especialmente para os mercados emergentes, como Brasil e Índia. Entre a divulgação e a chegada do aparelho às lojas, tivemos aí cerca de 6 meses e uma ótima surpresa: o preço. Em vez dos valores divulgados anteriormente (algo entre 129 e 149 reais), o Motofone está à venda no varejo por 84 reais, para o uso com chip da Claro (que não acompanha o produto).</p>
<p>Em termos de recursos, o Motofone é um celular que serve apenas para falar e trocar SMS. Mas com todo o charme e praticidade de um telefone ultrafino, o que o torna atraente não apenas para quem está duro. O Motofone também é uma boa alternativa como um segundo celular para donos de telefones GSM. Isto é, como um aparelho para encarar locais e situações onde não é muito aconselhável desfilar com um celular caro. Afinal, como mostra uma pesquisa realizada pela Secretaria de Segurança Pública e a Fundação Seade divulgada em janeiro, o celular é o item mais cobiçado pelos ladrões que atacam na Grande São Paulo. Em 12 meses, pelo menos 250 mil pessoas tiveram os celulares roubados ou furtados.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/com-tantas-mudancas-e-roubos-o-negocio-e-celular-baratinho#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 16:03:05 +0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>A estréia do PC ultraportátil no Brasil</title>
	<link>http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/a-estraia-do-pc-ultraportatil-no-brasil</link>
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		<description><![CDATA[<p><img id="image59099" src="http://kvowster-digital.nireblog.com/blogs/kvowster-digital/files/1170451467205_58.jpg" alt="R2H, da Asus: touch screen e configuração decente num corpinho enxuto" align="left" /></p>
<p>Os handhelds reforçados e os laptops compactos têm um novo adversário na disputa pela preferência do usuário que busca uma ferramenta poderosa e prática para trabalhar longe do escritório: os Ultra Mobile PCs. O conceito do UMPC, também conhecido como Origami, virou realidade no ano passado, mas só agora o primeiro modelo chega ao Brasil. É o R2H, da Asus. Neste momento, o PC ultraportátil está sendo devidamente destrinchado pelo INFOLAB. Mas ele já mostrou que é um produto, no mínimo, interessante. Se os UMPCs vão emplacar, bem, isso já é outra história.</p>
<p>O R2H é uma espécie de minitablet com o sistema operacional Windows XP Tablet PC Edition. Ele mede 23,4 por 2,8 por 13,3 centímetros e tem uma configuração melhor do que a de alguns notebooks com Windows Vista que deverão estar à venda em breve no Brasil. O processador é um modesto Celeron de 900 MHz, mas o R2H vem com 1 GB de RAM (sendo 256 MB alocados para vídeo), HD de 60 GB, Wi-Fi, Bluetooth e identificador biométrico. Ou seja, a maquininha tem fôlego suficiente para rodar aplicativos de escritório, MP3, vídeos e programas específicos para tablets. Segundo a Asus, o R2H custa aproximadamente 3 490 reais e vem acompanhado de um miniteclado dobrável, mouse e adaptador para a conexão com um monitor.</p>
<p>Além da portabilidade, o grande barato do R2H é o seu manuseio como prancheta digital, com o usuário rabiscando diretamente sobre o LCD de 7 polegadas. Como o R2H não tem teclado, a entrada de dados é feita com a ajuda da tradicional canetinha stylus. Até dá para usar os dedos, mas o nível de precisão diminui bastante, Sem contar que a tela acaba ficando toda engordurada. Se o usuário não for digitar texto, é possível segurar o R2H com as duas mãos e pilotá-lo por meio dos botões dispostos ao redor da tela. O controle do tipo track point, acionado pelo polegar direito, move o cursor. Os cliques são feitos com o polegar esquerdo sobre botões que simulam os botões esquerdo e direito do mouse. </p>
<p>Os testes do INFOLAB ainda estão rolando, mas já observamos alguns pontos que incomodam um pouco, como o peso (1 quilo), que está acima do que imaginávamos, e o calor gerado pelo R2H. O teste detalhado, com aspectos cruciais, como a autonomia da bateria, você vai encontrar na INFO de março.
</p>
<p><a href="http://kvowster-digital.nireblog.com/post/2007/05/04/a-estraia-do-pc-ultraportatil-no-brasil#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 04 May 2007 16:00:38 +0300</pubDate>	</item>
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